segunda-feira, 18 de junho de 2007

EFEITO COLATERAL

Você me amou,
Me desejou e me fez sua
E eu, em meu grandioso
Pequeno ser
Não sabia o que ser
Ser sua, nua e crua.
Mas que grande ironia...
Agora, quem chora sou eu
Ao saber que sou sua
Mas você não é meu
E mesmo assim, continuo só
Meus pensamentos perdidos
Me fazem perder a razão
E hoje não sei mais o que é querer,
Pois não quero te querer
E mesmo assim,
Meu corpo insiste em te encontrar.
Mas descobri o que quero,
O meu eu necessita ser amado,
Castigado e acariciado.
Preciso sentir emoção
E já não mais interessa
Se é amor ou paixão
Mas meu corpo não suporta o seu.
O meu ego exagerado não suporta
Que não me ame como eu.
Então, a solidão bate a porta
E eu, uma vez vibrante e com vida
Caio como uma folha de outono
E meu espaço começa a ser grande
Grande demais para mim.
Novamente me sinto só
E todos correm.
Esse é meu novo mundo
Minha presença não suporta meu eu
E busco meu alicerce em você
Pois quando te amo,
Não me sinto mais tão só.
Sua lembrança me vem a cada instante
E seu sorriso enaltece meu ser
Me sinto viva, feliz e completa
Mas de volta vem a dor
A dor da saudade de quem ama só
E a solidão de um sentimento unilateral
Que faz a diferença do outro
Um eterno efeito colateral. 

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